sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Fuz Navais e a escravidão.

Primeiramente gostaria de explicitar que os fatos aqui narrados são fictícios, qualquer semelhança com a realidade é coincidência.

Um sonho e uma grande expectativa, é assim que começa a cabeça de um jovem que escolhe tornar-se fuzileiro naval. Muita dedicação e horas de estudo para ser aprovado na prova escrita. Exames de saúde, testes psicológicos, e muito treinamento para ser aprovado na prova física.

Quatro meses de curso sendo dois deles de internato, sofrendo as mais variadas pressões psicológicas e físicas, afinal são considerados a tropa de elite da Marinha. Comida ruim, poucas horas de sono, muitas instruções e saudade da família, são só algumas dificuldade experimentadas por esses guerreiros.

Chega a formatura, todos com seus uniformes brancos, impecáveis, pois o alinho com o uniforme é essencial. Toda a família reunida para contemplar esta honra que é se tornar um fuzileiro naval. Muitas fotos, abraços, lágrimas. Não tem como descrever este momento, é único para cada soldado que está se formando.

Em seguida cada soldado é designado para um batalhão que irá servir. A expectativa? Fazer valer a pena tudo aquilo que foi ensinado na sua formação. A realidade? Será descrita a seguir.

Primeira coisa, ele é colocado em uma escala de serviço para a guarda a organização militar. Até ai nada de anormal, a não ser pelo fato das escalas serem desumanas atentando contra a dignidade da pessoa humana. Escalas de serviço como 1x1 com expediente, fatigando e degradando o corpo, a mente e a moral do guerreiro. Esta escala significa que após o decurso de 24 horas de serviço, no dia seguinte, o militar irá cumprir mais 24 horas de serviço, e se for adicionado o expediente, de 8 horas, serão 32 horas de serviço, descanso de 16 horas e mais 24 horas de serviço. Trabalhadores civis estão acostumados a jornadas de 44 horas semanais, é o que a nossa Consolidação das leis do Trabalho nos ilustra, porém os militares não tem este direito garantido. Fazendo as contas em uma semana um militar consegue chegar as estafantes 112  trabalhadas, de um total de 168 horas em uma semana.

Em nossa carta magna no seu art.5, inciso III traz o seguinte texto: "Ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante". A questão que fica no ar é a seguinte, este direito está sendo respeitado? Um militar jura defender a sua pátria com a vida em caso de guerra. É justo tratamento tão desumano com a alguém que irá dar sua vida pela soberania, pela lei, pela ordem e pelo progresso de nosso país?

Como se não bastasse as condições supracitadas, o militar ainda é exposto a mais uma situação completamente degradante, a comida. Por vezes está estragada, sem tempero, mal cozida, cuspida, exposta a nenhum controle sanitário e rotineiramente encontram-se as mais peculiares e diversas coisas no alimento dos militares, como parafuso, larvas e bolor.

No intuito de não me alongar muito, apesar de ser necessário, irei terminar o texto expondo um exemplo de corrupção nas forças armadas. Algo corriqueiro no Brasil. Nosso país perde cerca de 1 trilhão de reais ao ano com corrupção, aumentando a ineficiência do Estado.

Licitação fraudulenta:
http://www.portaltransparencia.gov.br/despesasdiarias/empenho?documento=795180000012013NE000432

Consulte neste site o cnpj 68832294000151 referente à empresa da licitação (Irá encontrar uma loja de sapatos):

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https://www.facebook.com/leschatscalcados

Lembrando que este texto é fictício, qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.